O Mercado Imobiliário, ontem e hoje, uma retrospectiva histórica

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A história do mercado imobiliário caminhou conjuntamente com a história do Brasil, os acontecimentos relevantes do passado é que contribuíram para o início e o desenvolvimento desse mercado de trabalho que tanto tem colaborado para o crescimento econômico do país. Quando os portugueses vieram para o Brasil o intuito era de descobrir e de desbravar as terras que encontrassem no além mar. No princípio tudo o que fosse encontrado no Brasil pertencia à Coroa Portuguesa.

Santos afirma que: “No Brasil o processo de distribuição e negociação de propriedades imóveis iniciou se desde 1530, de maneira informal, desigual e concentradora, pois desde o regime das sesmarias, privilegiou-se sempre os interesses da Coroa Portuguesa e dos ligados a ela por laços afetivos, sociais, o que perdurou por todo o período colonial e grande parte do Brasil Império e Republicano. Nesse período a aquisição imobiliária se dava pela divisão do território brasileiro em capitanias hereditárias, cujos adquirentes possuíam o direito de transmitir a posse para os seus herdeiros”.

O tempo foi passando, e com a chegada da família Real no Brasil, o autor afirmou que ficou difícil de encontrar habitação para os milhares que acompanhavam a Corte, foi criado um sistema de aposentadorias, ocasião em que as propriedades privadas foram requisitadas para a utilização dos nobres; e nesses imóveis eram gravados nas portas as letras PR (Príncipe Regente). Após a Proclamação da República (15 de novembro de 1889), houve a divisão da pólis em estados, em capitais e, deu-se o início ao crescimento imobiliário brasileiro. Por meio, da Lei nº 1237/1864 surgiu o registro da propriedade imobiliária, que diferenciava o domínio particular do público.

E não modificou quase nada com a abolição da escravatura, pois as propriedades rurais estavam nas mãos da Burguesia, e no início do século XIX se tornaram a fonte principal de capital; com isso a massa populacional trabalhava nas terras pertences aos Burgueses; Santos (21) afirmou que no período pós segunda guerra mundial, no governo de Juscelino Kubitschek um grande processo de êxodo rural se instaurou no Brasil, ocasionando pela mecanização e pelo excesso de mão de obra, gerando o fenômeno conhecido como “urbanização”.

Com a urbanização ocorreram algumas modificações no mercado imobiliário, pois os profissionais do setor imobiliário que trabalhavam na compra e na venda de imóveis se esforçavam para que ocorresse o aquecimento do setor, mas não podiam dar garantias para o comprador durante o trâmite de compra e venda dos imóveis por falta de regulamentação do mercado imobiliário.

Muitas foram as modificações ocorridas com a explosão demográfica, e com a vinda do homem do campo para a cidade foram construídas favelas, sem regulamentação nas áreas da periferia das cidades, pois não havia habitação o suficiente para todos. Porém, por meio da Lei n 10.257/2001 foi instituído o “Estatuto da cidade” que tinha como objetivo garantir a moradia e a sustentabilidade ambiental, além de democratizar o espaço urbano, por meio do uso da propriedade em benefício do bem coletivo, segurança e bem estar social.                                                                                    O Estatuto atribuiu aos Municípios o ônus de pôr em prática as políticas positivadas, por meio dos seus respectivos planos diretores.

Muitas outras leis e decretos foram promulgados e instituídos durantes esses últimos 21 anos e as técnicas de vendas também modificaram nesse período. Os profissionais do setor imobiliário foram modificando a forma de agir com os seus clientes, porque foram se modificando enquanto pessoas e profissionais e os mesmos se adequando às novas técnicas utilizadas na era digital. Algumas das formas de trabalhar que foram deixadas para trás: fichários, anúncios em jornal e páginas inteiras em revistas jornal, foco no imóvel e não no cliente, placa era a bola da vez e escolha do imóvel a dedo.

 Do ano de 2001 à 2022 foi um longo caminho percorrido e muitas foram as leis e decretos promulgados para a melhoria do setor e de uma urbanização mais normatizada no Brasil; de modo que o mercado imobiliário só tem melhorado com o passar dos anos e tem conseguido otimizar o seu desempenho por meio de estratégias e das técnicas utilizadas pelos profissionais do setor imobiliário.